
Agora era um cavaleiro consagrado ,armado e servindo a nobre ordem. Lutava por ouro e glórias , outros cavaleiros o acham imbativel.Mas o próprio cavaleiro não pensava assim .Quando todo sangue derramado aos seus pés não faziam sentido algum . Quando todo vinho bom e caro que poderia beber não teria gosto algum .E todo ouro seria como folhas ao vento ,todos bens do mundo não fariam sentindo algum sem ela. O cavaleiro lutava por um coração que não tinha ,gastava suas energias em toda batalha colocando naquilo que estava fazendo em cada golpe e movimento de espada todo amor que poderia dar para aquela que o rejeitou. Nenhum de seus companheiros sabiam de onde tirava inspiração ,ele sofria calado e precisava de um fim . Queria uma morte no campo de batalha para ser sempre lembrado como o mártir que sacrificava tudo pelo seu amor .Pois nada nem toda glória teria sentido sem a garota ,ser o cavaleiro de mais prestígio ou poder . Foi quando observou sua amada em um bosque ,e lá o cavaleiro ,a bela dama imediatamente se retirou . Deixando aquele bosque o cavaleiro recebe uma carta ,uma batalha estaria próxima. Junto com as estrelas brilhantes a lua sangrenta foi brilhar no céu . Em meio a batalha os mortos cantavam .Fora a batalha mais difícil de sua vida ,foi quando observou a lâmina dourada trepassar sua armadura e seu sangue real jorrar. Foi lentamente perdendo os sentidos o gosto da vida .Suas pernas perderam as forças para sustentar seu corpo . A visão já estava turva demais para reconheçer algo . Foi quando o cavaleiro observou as longas plumas negras das asas do anjo da morte que agora envolvia-o em seus braços . Falou com o anjo da morte que queria um último desejo ,gostaria de contemplar a imagem de sua amada sempre . A morte disse então que não poderia realizar tal pedido . Foi quando o cavaleiro observou a face da bela dama que estava encapuzada , a doce ilusão ele achou . A morte estava com a face de sua bela amada .Então o cavaleiro conseguio descançar em paz .Pela eternidade através dos incontáveis séculos contemplando a beleza da morte.

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